Nos últimos tempos tempos, temos virado nossa atenção para a relação de valores homem-ambiente, vislumbrando uma melhor análise do conteúdo resultante, proposto nas trocas cada vez mais estranhas para ambas as partes, e construtoras de panorama social assustador. Estamos entrando na estação das flores e nossos companheiros de caminhada são na maioria jovens, entre eles crianças e adolescentes.
Ora, Merleau-Ponty recorda os dois polos clássicos que dão, respectivamente, a preeminência, quer ao homem simples presença no mundo, quer ao homem como representação do mundo. "Uma consiste em tratar o homem como o resultado das influências, fisiológicas e sociológicas que o determinariam do exterior e fariam dele um coisa entre as coisas. A outra consiste em reconhecer, no homem enquanto espírito e criador de representação das próprias causas, normalmente consideradas como atuando sobre ele, uma liberdade cósmica. De um lado, é o homem, assim, um parte do mundo, e, do outro, a consciência constituinte do mundo..."
"Não é a consciência dos homens que determina sua existência, mas, pelo contrário, é sua existência social que lhe determina a consciência", dizia um pensador em algum lugar...
Já um outro, não muito distante, dizia: "Penso, logo existo".
Atualmente nosso trabalho exibe resultados, estes nem de longe podem se dizer acabados, como em uma vitória conquistada... mas nos permitimos respirar o ar do processo positivo, da caminhada progressiva, onde as etapas somam na construção de um indivíduo cada vez mais representativo na relação com o ambiente, pontuando embora em meios turbulentos, a agregação de valores positivos na complexa inauguração do sujeito pensante frente ao individuo projetado de uma estratificação social perversa e até mesmo desumana.

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